INSTRUMENTO DE DISCÓRDIA
Por GonçalvesdaRocha
Sabedoria amiúde
A discórdia novamente chegou e se instalou nos cantos e recantos da Terra.
Novamente porque há momentos de luz e de trevas, capitaneados por aqueles que acendem o lampião e por aqueles que o apagam. Estes últimos, pelo simples prazer de ver a multidão na escuridão, aos tropeços e aos gritos de socorro, implorando por alguns instantes de luz.
Parece-me oportuno lembrar que o caos nas instituições , igreja, família, entre outras, está estreitamente ligado aos devaneios dos vaidosos que, na corrida para o nada, alugam suas almas a alguns beócios que neles acreditam, quando não as vendem ao próprio diabo.
São tantos os escândalos que há até pseudo estudiosos fazendo apologia a letras de músicas medíocres, entre outras produções, como se seus autores fossem grandes pensadores da nação.
São tantos os escândalos políticos, financeiros e morais que, além de deixarem a sociedade perplexa, invadem e desorganizam suas estruturas, fazendo-a rastejar, quase ao nocaute, em câmera lenta, na expectativa de ser salva pelo gongo.
Não sei se é o início, o meio ou o fim, mas, parafraseando Sócrates, sei que quanto mais sei, mais descubro que não sei. A anormalidade conspira contra o equilíbrio, contra o certo, contra a harmonia e contra o justo. E, se os homens livres e de bons costumes não derem as mãos com urgência, talvez os humildes mortais não sobrevivam a tamanha balbúrdia.
O homem de bem é centrado nas coisas do bem e, embora saiba que o escândalo há de vir, também sabe que ai daquele que for seu instrumento.
Portanto, reconhece o valor das instituições, respeitando-as, buscando a harmonia e a concórdia, muito diferente daquele que transgride as regras sagradas do bom viver e que prefere ser, lamentavelmente, instrumento de discórdia.